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A Fonoaudiologia na Educação

Saiba mais sobre Fonoaudiologia educacional e suas áreas de atuação

A atuação do fonoaudiólogo nas escolas é ampla e de grande importância. O fonoaudiólogo educacional atua de forma preventiva. Diferentemente da clinica cuja atuação é terapêutica, portanto, não cabe ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapias fonoaudiológicas.

Alguns dos objetivos do trabalho fonoaudiológico com os alunos:

  • Aprimorar o desenvolvimento da linguagem oral/escrita.
  • Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e audição.

Desse modo, quando a criança não está escutando bem, tem letra ininteligível e/ou troca as letras, tem trocas na fala, está tendo dificuldades na aprendizagem ou outras alterações. Cabe ao fonoaudiólogo observar e orientar os professores na escola sobre como trabalhar com essas questões. Quando necessário ele poderá realizar encaminhamentos para outros profissionais.

Outra ação do fonoaudiólogo no âmbito escolar seria orientar os professores quanto aos cuidados com a voz. E estratégias vocais para conservação desta e aprimorando de suas habilidades didáticas para auxiliar na comunicação com o aluno.

Além de estar participando dos projetos pedagógicos, colaborando com estratégias de ensino. Sempre de acordo com cada aluno/turma, podendo prevenir possíveis problemas de aprendizagem.

O fonoaudiólogo educacional pode também organizar palestras não apenas para os professores e alunos, mas para os pais, fazendo com que eles possam ficar mais cientes quanto as alterações fonoaudiológicas comuns na infância. Além da importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.

Fonoaudióloga Lara Karina Soares, CRFa 3 – 10884,
Trabalha na Clínica Revitalité na área de fonoterapia com crianças, adolescentes, adultos e idosos que apresentam alguma dificuldade de comunicação ou que pretendem aperfeiçoar esta nas áreas de linguagem oral, escrita, dicção, voz, fluência, dentre outros.

Disfagia: o nome é estranho, mas o problema é mais comum do que você imagina!

Conheça essa alteração na deglutição.

A Disfagia é uma alteração do padrão normal da deglutição que pode ocorrer desde o recém nascido ao idoso, ou seja, o indivíduo passa a ter dificuldades para engolir alimentos, líquidos e a saliva, em qualquer etapa do trajeto entre a boca e o estômago.

Com o objetivo de alertar sobre os riscos da doença, 20 de março foi instituído pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia como o Dia de Atenção à Disfagia.

As principais complicações que podem ser ocasionadas pela disfagia são: O aumento das chances de pneumonia aspirativa, a ampliação do tempo de internações (devido à desnutrição e à desidratação), o desinteresse por alimentos. Assim como a debilitação da saúde de modo geral e a consequente perda da qualidade de vida.

Quem está mais suscetível a apresentar Disfagia são adultos que possuem doenças neurológicas (AVC, Esclerose Lateral Amiotrófica, Parkinson, Esclerose Múltipla e demências), traumatismos crânioencefálicos e alterações mecânicas (câncer de cabeça e pescoço, queimaduras, refluxo gastroesofágico, doenças cardíacas).

Já entre os bebês, o risco é maior para os prematuros, os que têm má formação do sistema digestivo, Fissura Labiopalatina, doenças neurológicas ou algumas síndromes como, por exemplo, a de Síndrome de Down.

No caso dos idosos, as chances de Disfagia são ainda maiores, uma vez que algumas mudanças geradas pelo envelhecimento.
(como a perda de força muscular, a redução da velocidade ao mastigar, a precisão e coordenação dos movimentos), podem provocar a dificuldade para deglutir!

Sintomas:

Os principais sintomas são: falta de ar durante ou após a alimentação, perda de peso, pneumonias de repetição, dificuldade para mastigar, preparar e manter o alimento na boca, tempo prolongado para engolir, sensação de alimento parado na garganta, dor ao engolir, restos de comida dentro da boca após engolir, escape de alimento pelo nariz, mudança na voz após engolir, tosse ou pigarro constante durante a alimentação, engasgos frequentes durante as refeições ou ao deglutir saliva, falta de interesse em se alimentar e mudança na cor da pele durante ou após a alimentação.

A Disfagia é uma das especialidades pertinentes ao Fonoaudiólogo, profissional habilitado para avaliar a deglutição orofaríngea, identificar quais são as alterações existentes, orientar e reabilitar os distúrbios da deglutição. Um trabalho multiprofissional é de extrema importância, pois, haverá mais chances de sucesso no diagnóstico e no tratamento!

Algumas dicas são importantes durante as refeições, principalmente para quem já apresenta dificuldades. Alimentar-se sempre sentado, em ritmo e velocidades seguros, evitar distrações enquanto se alimenta, procurar não conversar enquanto está comendo, manter atenção durante as refeições e evite assistir televisão, ouvir rádio ou permanecer em um ambiente barulhento.  Procure um Fonoaudiólogo!

Fonoaudióloga Lara Karina Soares, CRFa 3 – 10884, trabalha na Clínica Revitalité  – Meia Praia/Itapema. Na área de fonoterapia com crianças, adolescentes, adultos e idosos que apresentam alguma dificuldade de comunicação ou que pretendem aperfeiçoar esta nas áreas de linguagem oral e/ou escrita, dicção, voz, fluência (gagueira), dentre outros.

Nova certificação em Cirurgia Bariátrica

No início deste mês o Cirurgião Bariátrico da Clínica Revitalité Dr Cácio Wietzycoski,  recebeu uma importante certificação internacional na sua especialidade.

O programa de acreditação em cirurgia bariátrica e metabólica da SRC (Surgical Corporation Review). Garante com certificação que o atendimento mais seguro e da mais alta qualidade seja oferecido aos pacientes de cirurgia bariátrica em todo o mundo.

O SRC reconhece o Dr Cácio Wietzycoski como Cirurgião de Excelência, o que demonstra um grande comprometimento e capacidade de fornecer tratamentos seguros, eficazes e baseados em evidências.

O programa está estruturado para ajudar os cirurgiões e clínicas acreditados a melhorar continuamente a qualidade do atendimento e a segurança do paciente.

Um credenciamento do SRC ajuda os pacientes a identificar especialistas que atendem a padrões rigorosos para o fornecimento de cuidados perioperatórios e de longo prazo de alta qualidade.

“Obter a acreditação da SRC como Cirurgião de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica significa a consolidação da capacidade de fornecer consistentemente os cuidados mais seguros. E da mais alta qualidade aos nossos pacientes”, disse o Dr Cácio Ricardo Wietzycoski.

E acrescenta: “O programa de Centro de Excelência promove a melhoria da qualidade na cirurgia bariátrica. O compromisso com este processo concentrou a nossa equipe em exceder as referências e diretrizes clínicas de cuidado ao paciente bariátrico. Mais importante ainda, nosso compromisso com a excelência melhorará a saúde e o bem-estar de nossos pacientes”.

Sobre a Surgical Review Corporation:

Fundada em 2003 e sediada nos EUA. A Surgical Review Corporation (SRC) é uma organização de segurança do paciente internacionalmente reconhecida. E dedicada ao reconhecimento e aprimoramento do atendimento cirúrgico.

A SRC é a administradora líder de programas de aprimoramento e credenciamento  de qualidade para cirurgiões e hospitais em todo o mundo.

Cácio R Wietzycoski, MD, MSc – CRM 29667/RS – 16642/SC.

Cirurgião Geral e do Aparelho Digestivo pelo HCPA.
Mestre em Ciências Cirúrgicas pela UFRGS.
Cirurgião de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica pelo SRC.
Diretor do Programa Bariátrico do CEMTrOM.
Diretor Técnico e Chefe do Centro Cirúrgico do HUVC.
Membro Titular da SBCBM, CBCD, ASMBS e IFSO.

O que é a Microfisioterapia?

Traumas, perdas, frustrações, estresse, baixa autoestima e submissão.

Muitas são as situações que geram emoções fortes que podem desequilibrar o nosso organismo. Uma dor de cabeça frequente não é só uma dor na cabeça, uma fobia não é só o medo excessivo, uma inflamação recorrente não está só naquele ponto em que se manifesta. Nosso corpo é interligado e tudo precisa estar na mesma sintonia para a saúde plena.

Quando um trauma acontece, seja emocional, toxicológico ou físico, ele provoca uma mudança em nível celular. Podemos superá-lo sem marcas como a situação pode deixar cicatrizes, sinais que vão continuar afetando o organismo sem que tomemos ciência disto. Os sintomas dão o alerta de que algo não está bem. Quando eles se tornam crônicos, como dores e doenças que não curam, fica ainda mais evidente que há um porquê por traz de tudo isso.

O trabalho da microfisioterapia é justamente encontrar esses porquês e, a partir da origem primária de um sintoma, auxiliar o corpo a trabalhar na busca do equilíbrio e da vitalidade. Isso é feito por meio de micropalpações, é por meio delas que o terapeuta encontra pontos onde houve perda do ritmo vital na célula. E é também por meio desses pontos que ele identifica o tipo de trauma ocorrido e, seguindo o princípio da autorregulação, semelhante à acupuntura, busca a autocorreção do organismo.

Cicatrizes patológicas podem prejudicar toda uma vida, é fundamental tratá-las para viver com saúde integral.

Dra. Ana Cristina Emygdio
Fisioterapeuta Crefito 55.721 F

O uso do balão intragástrico para o emagrecimento saudável.

Sobrepeso e obesidade são problemas de saúde pública que têm recebido especial atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS) pois são a porta de entrada para doenças graves da nossa era. Para conquistar o peso ideal, é cada vez maior o número de pacientes que têm recorrido ao balão intragástrico, que ajuda muito no processo de reeducação alimentar. O procedimento é indicado para pessoas com sobrepeso e obesa, ou seja, que estejam com um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 27kg/m2.

Através de um procedimento ambulatorial que leva no máximo 30 minutos, o balão é inserido vazio no estômago do paciente e preenchido em seguida trazendo uma sensação de saciedade que auxilia o processo de perda de peso. Após o procedimento, o paciente pode ir para casa e continuar sua rotina diária normalmente.

Contudo, a parte mais delicada do tratamento não acontece no consultório e sim no novo estilo de vida que o paciente deve adotar. Ele precisa estar consciente de que precisará seguir um programa de reeducação alimentar rígido, uma rotina de exercícios monitorada e fazer algum tipo de acompanhamento psicológico para identificar e tratar as raízes emocionais do problema.

Os resultados finais do tratamento variam de acordo com a aderência do paciente ao programa. Neste ponto, o médico é muito mais um conselheiro e monitor do que alguém que irá solucionar o problema do paciente. Não há milagres para a perda de peso, mas muita determinação do paciente e um bom acompanhamento da equipe multiprofissional.

De acordo com estudos desenvolvidos nos últimos anos, a média esperada de perda de peso está entre 12% e 15% do peso inicial do paciente. Na prática clínica diária, já pude observar a perda de peso oscilar entre 6 e 37 quilos. Se o paciente se comprometer com o processo, as chances de sucesso dele ultrapassam 80%, ou seja, a força de vontade dele é um fator determinante no desempenho final.

Cerca de 40% dos pacientes que fazem acompanhamento multidisciplinar conseguem manter a perda de peso depois de um ano da retirada do equipamento. Este índice é excelente para um processo que não é cirúrgico, não faz uso de medicamentos químicos e não deixa cicatrizes e que tem seu sucesso atrelado ao empenho do paciente que luta diariamente contra um dos males do nosso século. A obesidade é uma doença séria, mas pode ser vencida.

Flávio Hoerlle, especialista em Endoscopia e em Cirurgia Geral

Implantes Hormonais e os benefícios a mulher.

Benefícios a Mulher

“Os tratamentos com Implantes Hormonais ajudam a mulher moderna a prolongar o bem-estar do corpo e da mente. Elas passam a viver sem regras e em estado de harmonia por tempo indeterminado.” Dr. Elsimar Coutinho

Os Implantes Hormonais são recomendados para mulheres que precisam tratar de distúrbios hormonais, repor os hormônios que deixam de ser produzidos naturalmente na menopausa, ou buscam um método eficiente de contracepção ou suspensão da menstruação.

Geram excelentes resultados para aquelas que desejam cessar os sintomas da TPM Read more “Implantes Hormonais e os benefícios a mulher.”

Otite externa, média ou interna? Saiba tudo sobre a doença tão comum no verão

Otite externa, média ou interna? Saiba tudo sobre a doença tão comum no verão

A  Otite é qualquer processo inflamatório ou infeccioso que afeta a orelha. No verão, a mais comum é a    Otite Externa , que atinge a orelha externa, formada pelo pavilhão auricular e pelo meato acústico externo. Nesse tipo de inflamação, o ambiente úmido que se forma no canal auditivo facilita a proliferação de bactérias. Vale destacar que, ao contrário do que muitos pensam, o uso de cotonetes e outros objetos na região também contribuem para o seu desenvolvimento.

Em bebês, os sinais mais comuns são choro frequente, secreção saindo de um ou ambos os ouvidos, redução do apetite, irritabilidade, dificuldade em dormir, febre, náuseas e vômitos. Pode ocorrer também secreção nas orelhas e dificuldade em ouvir.

Em crianças maiores, os mesmos sintomas podem ocorrer, mas é mais fácil detectar o problema. Quem está sentindo o incômodo, pode colocar o dedo no local afetado e chamar a atenção dos pais.

Já nos adultos, os sintomas envolvem dor e sensação de ouvido trancado. Apresentam dor latejante no ouvido, que pode irradiar para a cabeça, com diminuição da audição. Pode levar a mal-estar geral, acompanhado de febre alta, zumbido e, eventualmente, um fluxo de secreções amareladas saindo pelas orelhas. Além disso, dependendo do local da inflamação, tonturas e perda de equilíbrio!

O tratamento, por sua vez, é feito com antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos.  A prevenção é o melhor remédio para evitar as dores de ouvido. Para isso, sugere-se  não inserir nenhum objeto estranho ao sistema auditivo, pois isso irá dificultar ainda mais a saída da água e, dessa forma, aumentar as chances de infecção.

Além disso, não é recomendado o uso de algodão, pois só aumentará o volume do líquido. O ideal é o uso de protetores auriculares moldados de acordo com a anatomia de cada paciente.

A   Otite Média – infecção do espaço cheio de ar atrás do tímpano – está entre as principais causas de atendimento médico durante a infância. O problema costuma aparecer durante ou após gripes, resfriados e infecções na garganta, ela pode ser aguda, quando a infecção persiste normalmente de uma a duas semanas, ou crônica, com duração de mais de seis semanas.

Já o terceiro tipo da doença, chamado de Otite Interna ,  atinge a área interna do ouvido, formada pela cóclea e pelos canais semicirculares, responsáveis pelo equilíbrio. Qualquer inflamação nesses canais, os sintomas são desequilíbrio, vertigem e tontura, causando a labirintite!

 

Hanseníase

O que é a doença?

Também conhecida como lepra ou mal de Lázaro, a hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele e é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae. Associada a desigualdades sociais, afetando principalmente as regiões mais carentes do mundo, a doença é transmitida através das vias aéreas (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) de pacientes considerados bacilíferos, ou seja, sem tratamento. O paciente que está sendo tratado deixa de transmitir a doença, cujo período de incubação pode levar de três a cinco anos. A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade.
Hanseníase ao longo da história

A hanseníase é uma das enfermidades mais antigas do mundo. No século 6 a.C já havia relatos da doença. Supõe-se que a enfermidade surgiu no Oriente e, de lá, tenha atingido outras partes do mundo por tribos nômades ou navegadores. Os indivíduos que tinham hanseníase eram enviados aos leprosários ou excluídos da sociedade, pois a enfermidade era vinculada a símbolos negativos como pecado, castigo divino ou impureza, já que era confundida com doenças venéreas. Por medo do contágio da moléstia – para a qual não havia cura na época – os enfermos eram proibidos de entrar em igrejas e tinham que usar vestimentas especiais e carregar sinetas que alertassem sobre sua presença.

O microrganismo causador da hanseníase foi identificado somente em 1873, pelo norueguês Armauer Hansen, que deu origem ao nome da doença. Com essa descoberta, os mitos que envolviam a moléstia foram desaparecendo. No entanto, o preconceito existe até hoje, sendo uma das principais dificuldades que os pacientes enfrentam. Segundo profissionais de saúde, esse estigma ainda persiste em função da escassez na divulgação de informações acerca da doença e seus agravos.

Até a década de 1940 a hanseníase era tratada nos leprosários com óleo de chaulmoogra, medicamento fitoterápico natural da Índia, administrado através de injeções ou por via oral. Os pesquisadores só se deram conta de que o isolamento não era solução para o combate à doença no final dos anos 1940, graças aos avanços da indústria químico-farmacêutica e das pesquisas laboratoriais e ao uso da sulfona no tratamento dos enfermos. Na década de 1970, a poliquimioterapia passou a ser adotada no tratamento contra a doença e foi dado início ao movimento de combate ao preconceito e estigma que envolviam o termo “lepra”, que passou, então, a ser abolido oficialmente no país e substituído por “hanseníase”. Nos anos 1980 a preocupação com os pacientes que passaram décadas isolados levou à redefinição dos leprosários, que foram então transformados em hospitais gerais ou centros de pesquisa.
Sintomas e prevenção

Os principais sintomas da hanseníase são parestesias (dormências), dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; presença de lesões de pele (caroços e placas pelo corpo) com alteração da sensibilidade e áreas da pele com alteração da sensibilidade mesmo sem lesão aparente; e diminuição da força muscular.

A hanseníase não pode ser totalmente prevenida. Para suas formas mais disseminadas, é aplicada a vacina BCG, que é dada aos contatos mais próximos do paciente de forma a evitar que se infectem. Na suspeita da doença, é preciso procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita a evolução da enfermidade para as incapacidades e deformidades físicas que dela podem surgir.
Diagnóstico e tratamento

As lesões de pele provocadas pela hanseníase são bem características. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e epidemiológicos. Para confirmação da doença, é feita uma baciloscopia (exame que identifica os bacilos presentes na região) do raspado dérmico, além de um exame histopatológico (estudo dos tecidos do organismo ao microscópio) do material retirado da lesão.

Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. Para tratar o paciente, é feita uma associação de três antibióticos (rifampicina, dapsona e clofazimina) contra os bacilos, usados de forma padronizada. Existem dois tipos de tratamento: um com duração de seis meses, direcionado a pacientes paucibacilares (que estão infectados, mas não contaminam outras pessoas), e outro com duração de 12 meses, voltado a pacientes multibacilares, os quais, sem tratamento, eliminam os bacilos e podem infectar outros indivíduos. O paciente precisa ir ao centro de saúde mensalmente. Lá ele recebe uma dose da medicação, chamada dose supervisionada, e leva a cartela com as medicações padronizadas para fazer o tratamento em casa. As lesões de pele podem desaparecer logo no início, mas isso não quer dizer que o paciente esteja curado, daí a importância de se respeitar o tempo de tratamento e tomar a medicação corretamente. O paciente pode ser tratado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Panorama da doença no Brasil

O Brasil tem apresentado avanços no combate à hanseníase em diversos aspectos nos últimos anos. Levantamento recente do Ministério da Saúde mostrou redução de 61,4% no coeficiente de prevalência (pacientes em tratamento) entre 2001 e 2011, passando de 3,99 por 10 mil habitantes para 1,54. Além disso, durante o mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento cresceu de 3.895 unidades, em 2001, para 9.445, em 2011, apresentando aumento de 142%. Entre esses anos, o número de novos casos da doença diminuiu 25,9%, passando de 45.874 mil para 33.955 mil. A média nacional está próxima da meta estabelecida pelo Plano de Eliminação da Hanseníase (menos de um caso para cada grupo de 10 mil, até 2015), sendo de 1,54 casos por 10 mil habitantes.

O Ministério da Saúde vem implementando políticas públicas de combate à hanseníase nos últimos anos focando na detecção precoce da doença de forma a reduzir sua prevalência no país. Recentemente o órgão lançou uma campanha para a prevenção de hanseníase e verminoses entre 9,2 milhões de estudantes de 5 a 14 anos da rede pública em 800 municípios com maior incidência da doença. A iniciativa foi realizada em parceria com estados e municípios e contou com a participação de agentes comunitários de saúde e profissionais da Estratégia de Saúde da Família.

Em busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas que têm a doença, o Ministério da Saúde vai expandir o Programa Academia da Saúde com a construção de novos polos nas cidades onde se localizam as ex-colônias de hanseníase. A ideia é atender às comunidades com população egressa de hospitais que foram colônias de internação compulsória. Devem ser beneficiados 30 municípios do país. O Programa Academia da Saúde integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e apoia e financia a construção de espaços públicos voltados para a prática de atividades e orientação nutricional à população.

Ainda como estratégia de ação para a eliminação da doença, o governo vai ampliar a oferta de serviços de reabilitação e concessão de órteses e próteses à pessoa com hanseníase, estendendo o acesso dessa parcela da população aos Centros Especializados de Reabilitação (CER) e às Oficinas Ortopédicas. Também serão construídos ainda esse ano 45 novos centros e 19 oficinas em todo o país (fixa, itinerante ou fluvial). O Ministério da Saúde também vai investir R$ 1,6 milhão na aquisição de novos equipamentos para prevenção de incapacidades e procedimentos de reabilitação nos Centros de Prevenção de Incapacidade e Reabilitação dos estados prioritários, beneficiando 130 mil pessoas que vivem em antigos hospitais-colônia.
O papel da Fiocruz

A Fiocruz é pioneira na pesquisa básica e tratamento da hanseníase. Desde 1927, quando o cientista do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Heraclides César de Souza-Araújo criou o Laboratório de Leprologia, a instituição tem prestado atendimento a indivíduos infectados pela doença. O Laboratório de Hanseníase, como é chamado atualmente, está situado no campus de Manguinhos e é formado por uma unidade assistencial – o Ambulatório Souza Araújo – e por laboratórios de imunologia, bioquímica, histopatologia, baciloscopia e biologia molecular. As pesquisas nele desenvolvidas buscam colaborar com o Programa de Controle e Eliminação da Hanseníase do Ministério da Saúde, melhorar a qualidade de vida do portador de hanseníase e melhor compreender a fisiopatologia da doença. O laboratório ainda oferece estágios para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem e assistência social para toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ambulatório Souza Araújo é uma unidade assistencial do Ministério da Saúde de nível secundário que atende os pacientes encaminhados por unidades de saúde municipais, estaduais, federais e rede particular. Ainda atende demanda espontânea com suspeita de hanseníase nas suas diversas formas clínicas e realiza diagnóstico diferencial com outras dermatopatologias e neuropatias periféricas (dano no sistema nervoso periférico).  Também presta atendimento a pacientes referenciados com solicitação de parecer e conduta quanto ao manuseio de quadros reacionais hansênicos de difícil controle, eventos adversos aos medicamentos da multidrogaterapia e suspeita de recaída. Nos últimos 10 anos, dos 993 pacientes registrados no ambulatório, 8,6% são menores de 15 anos. Em média são oito crianças em tratamento por ano.

Um dos primeiros a adotar a poliquimioterapia como tratamento no Brasil ao final da década de 1980 conforme então recomendado pela Organização Mundial da Saúde, o ambulatório diagnostica aproximadamente 10% dos casos de hanseníase do Estado do Rio de Janeiro. Tem como objetivo principal a educação em saúde direcionada aos pacientes registrados, seus familiares e contatos próximos (os chamados comunicantes, os quais são mais vulneráveis à infecção), visando à prevenção, diagnóstico precoce e combate ao preconceito que envolve a doença. Também atua na prevenção de incapacidades físicas e conscientização dos pacientes de que podem e devem levar uma vida normal, sem medo de transmitir a doença, uma vez que, iniciado o tratamento, o contágio deixa de existir.

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