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A Fonoaudiologia na Educação

Saiba mais sobre Fonoaudiologia educacional e suas áreas de atuação

A atuação do fonoaudiólogo nas escolas é ampla e de grande importância. O fonoaudiólogo educacional atua de forma preventiva. Diferentemente da clinica cuja atuação é terapêutica, portanto, não cabe ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapias fonoaudiológicas.

Alguns dos objetivos do trabalho fonoaudiológico com os alunos:

  • Aprimorar o desenvolvimento da linguagem oral/escrita.
  • Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e audição.

Desse modo, quando a criança não está escutando bem, tem letra ininteligível e/ou troca as letras, tem trocas na fala, está tendo dificuldades na aprendizagem ou outras alterações. Cabe ao fonoaudiólogo observar e orientar os professores na escola sobre como trabalhar com essas questões. Quando necessário ele poderá realizar encaminhamentos para outros profissionais.

Outra ação do fonoaudiólogo no âmbito escolar seria orientar os professores quanto aos cuidados com a voz. E estratégias vocais para conservação desta e aprimorando de suas habilidades didáticas para auxiliar na comunicação com o aluno.

Além de estar participando dos projetos pedagógicos, colaborando com estratégias de ensino. Sempre de acordo com cada aluno/turma, podendo prevenir possíveis problemas de aprendizagem.

O fonoaudiólogo educacional pode também organizar palestras não apenas para os professores e alunos, mas para os pais, fazendo com que eles possam ficar mais cientes quanto as alterações fonoaudiológicas comuns na infância. Além da importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.

Fonoaudióloga Lara Karina Soares, CRFa 3 – 10884,
Trabalha na Clínica Revitalité na área de fonoterapia com crianças, adolescentes, adultos e idosos que apresentam alguma dificuldade de comunicação ou que pretendem aperfeiçoar esta nas áreas de linguagem oral, escrita, dicção, voz, fluência, dentre outros.

Como a Criofrequência para flacidez pode ajudar

Um dos aparelhos que está fazendo o maior sucesso é o criofrequência para flacidez, capaz de destruir (apoptose), quebrar as células de obesidade e também renovar as fibras de colágeno, além de dar firmeza a pele.

É justamente o choque térmico entre o frio e calor que aumenta a eficiência do tratamento, trazendo resultados contra a flacidez em menos tempo. Com a criofrequência para flacidez, há uma extensa melhora nas medidas, propiciando uma maior firmeza da pele e melhorando a circulação. E também a subtração da adiposidade na dimensão da gordura na área da aplicação.

O resultado é visível logo na primeira sessão do tratamento. A paciente vê resultados, subtração da flacidez, da adiposidade localizada, reduzindo as medidas e também melhorando o aspecto da celulite.

De acordo com especialistas, o tratamento completo dura de seis a oito sessões para resultados mais expressivos e duradouros.

Benefícios da Criofrequência pra flacidez

Acabar com a flacidez é um dos benefícios que a criofrequência proporciona. Além disso, esse procedimento modelo o corpo, deixando-o mais definido e eliminando aquela gordurinha extra que tira o sonho de muitas mulheres e que precisa de muita academia e dieta para conseguir se livrar. E mais, a criofrequência para flacidez ajuda o seu organismo a produzir colágenos, deixando sua pele renovada.

E não se preocupe que o tratamento é totalmente indolor e não-invasiva, garantindo satisfação e resultados rápidos sem esforço.

Se a flacidez é um probleminha que você quer eliminar do seu corpo, agora você já sabe como resolver. A criofrequência para flacidez pode ser encontrada em clínicas particulares. Porém é aconselhado conhecer melhor o procedimento e consultar um especialista no assunto para depois iniciar o procedimento estético.

Ficou com alguma dúvida ou quer compartilhar a sua experiência com a Criofrequência? Deixe seu comentário abaixo.

Departamento de Fisioterapia:
Fisioterapeuta Dermatofuncional
Poliana Ruzza – CREFITO 180997-F

Você sabe a diferença entre um Reumatologista ou Ortopedista e como cada especialista pode ajudar?

Ao sentir dor nos joelhos, ou no ombro, a primeira coisa que fazemos é buscar por um ortopedista. Ou seria melhor procurar um reumatologista? Embora atuem de forma muito próxima uma da outra, muitas vezes até em conjunto, de maneira complementar, as duas especialidades têm características próprias.
O ortopedista trata os problemas mecânicos relacionados aos ossos (fraturas, luxações, lesões de menisco, de ligamentos ou outras relacionadas à prática de esportes). O reumatologista, por sua vez, cuida dos problemas inflamatórios das articulações e tecidos que as cercam (ossos, músculos, tendões e ligamentos). As principais doenças reumatológicas são a artrose (desgaste da cartilagem), a fibromialgia (dores pelo corpo), a osteoporose (enfraquecimento dos ossos), a artrite reumatoide (juntas inflamadas, deformações e dificuldade de movimentos) e as tendinites (inflamação dos tendões), entre outras.
O especialista diz que, apesar de ser difícil para o paciente distinguir quando uma dor está relacionada à ortopedia ou à reumatologia, as seguintes dicas podem ajudar:
Se a dor ou o inchaço aparecer depois de um trauma, como uma torção ocasionada pela prática de esporte, o ideal é procurar um ortopedista.
Se os sintomas forem crônicos e acompanhados de sinais inflamatórios como dor, calor, vermelhidão e dificuldade de movimento, o reumatologista é o especialista mais indicado.
A diferença entre o reumatologista e o ortopedista é que a ortopedia é uma especialidade cirúrgica, que cuida de correções de problemas musculoesqueléticos mecânicos e traumas. Já a reumatologia é uma especialidade clínica que utiliza tratamento com medicamentos e reabilitação física. Muitas doenças chamadas autoimunes são tratadas pelo reumatologista.
Os ortopedistas e reumatologistas trabalham juntos para cuidar dos pacientes com problemas musculoesqueléticos e, algumas vezes, o reumatologista solicita a ajuda do ortopedista quando há necessidade de avaliação para uma possível cirurgia, como no caso de uma deformidade articular.
O diagnóstico das doenças reumatológicas tem base, em 80% dos casos, na anamnese, entrevista que aborda os históricos de vida pessoal e familiar do paciente. Muitas vezes pode ser demorado fazer um diagnóstico preciso, por isso a história de vida é fundamental para definirmos a melhor abordagem.
Além da anamnese, o diagnóstico, dependendo do caso, requer exames de imagem, como raios X, ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética.
A Clínica Revitalité possui uma parceria com Radimagem para a realização desse exames de Raios X digital e profissionais especializados em radiologia, o que possibilita avaliações precisas sobre os mais variados problemas ortopédicos e reumatológicos.
Na Clínica Revitalité, você encontra médicos especialistas em reumatologia e em ortopedia. Agende uma consulta!

Ortopedia e traumatologia: Dr Leandro O. Silveira CRM/SC 21.589 RQE 16.200

Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção

Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Transmissão

A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus e do gênero Sabethes. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. O macaco não transmite a doença para os humanos, assim como uma pessoa não transmite a doença para outra. A transmissão se dá somente pelo mosquito. Os macacos ajudam a identificar as regiões onde estão acontecendo a circulação do vírus. Com estes dados, o governo distribui estrategicamente as vacinas no território nacional.

Prevenção

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Otite externa, média ou interna? Saiba tudo sobre a doença tão comum no verão

Otite externa, média ou interna? Saiba tudo sobre a doença tão comum no verão

A  Otite é qualquer processo inflamatório ou infeccioso que afeta a orelha. No verão, a mais comum é a    Otite Externa , que atinge a orelha externa, formada pelo pavilhão auricular e pelo meato acústico externo. Nesse tipo de inflamação, o ambiente úmido que se forma no canal auditivo facilita a proliferação de bactérias. Vale destacar que, ao contrário do que muitos pensam, o uso de cotonetes e outros objetos na região também contribuem para o seu desenvolvimento.

Em bebês, os sinais mais comuns são choro frequente, secreção saindo de um ou ambos os ouvidos, redução do apetite, irritabilidade, dificuldade em dormir, febre, náuseas e vômitos. Pode ocorrer também secreção nas orelhas e dificuldade em ouvir.

Em crianças maiores, os mesmos sintomas podem ocorrer, mas é mais fácil detectar o problema. Quem está sentindo o incômodo, pode colocar o dedo no local afetado e chamar a atenção dos pais.

Já nos adultos, os sintomas envolvem dor e sensação de ouvido trancado. Apresentam dor latejante no ouvido, que pode irradiar para a cabeça, com diminuição da audição. Pode levar a mal-estar geral, acompanhado de febre alta, zumbido e, eventualmente, um fluxo de secreções amareladas saindo pelas orelhas. Além disso, dependendo do local da inflamação, tonturas e perda de equilíbrio!

O tratamento, por sua vez, é feito com antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos.  A prevenção é o melhor remédio para evitar as dores de ouvido. Para isso, sugere-se  não inserir nenhum objeto estranho ao sistema auditivo, pois isso irá dificultar ainda mais a saída da água e, dessa forma, aumentar as chances de infecção.

Além disso, não é recomendado o uso de algodão, pois só aumentará o volume do líquido. O ideal é o uso de protetores auriculares moldados de acordo com a anatomia de cada paciente.

A   Otite Média – infecção do espaço cheio de ar atrás do tímpano – está entre as principais causas de atendimento médico durante a infância. O problema costuma aparecer durante ou após gripes, resfriados e infecções na garganta, ela pode ser aguda, quando a infecção persiste normalmente de uma a duas semanas, ou crônica, com duração de mais de seis semanas.

Já o terceiro tipo da doença, chamado de Otite Interna ,  atinge a área interna do ouvido, formada pela cóclea e pelos canais semicirculares, responsáveis pelo equilíbrio. Qualquer inflamação nesses canais, os sintomas são desequilíbrio, vertigem e tontura, causando a labirintite!

 

Os Sintomas da Depressão Pós-parto é mais comum do que se imagina e podem surgir tanto na mulher como no homem.

Os sintomas de depressão pós-parto podem surgir logo após o parto, ou até um ano após o nascimento do bebê, e geralmente incluem:
Tristeza constante;
Sentimento de culpa;
Baixa autoestima;
Desânimo e cansaço extremo;
Pouco interesse pelo bebê;
Incapacidade para cuidar de si e do bebê;
Medo de ficar sozinha;
Falta de apetite;
Falta de prazer nas atividades diárias;
Dificuldade para pegar no sono.
Nos primeiros dias e até ao primeiro mês de vida do bebê, é normal que a mulher apresente alguns destes sintomas, pois a mãe necessita de tempo para se adaptar às necessidades do bebê e às mudanças na sua vida.
Porém, quando os sintomas de depressão pós-parto se mantêm por 2 semanas ou mais, é aconselhável consultar um psiquiatra para avaliar a situação e iniciar o tratamento adequado.

Sintomas de depressão pós-parto no homem:
Os sintomas de depressão pós-parto masculina, normalmente, surgem desde o final da gestação até ao primeiro ano de vida do bebê e podem ser:
Irritabilidade e impaciência;
Tristeza e pensamentos negativos;
Falta de vontade para conviver com outros;
Choro fácil e constante;
Falta de apetite;
Dificuldade para se relacionar com os filhos;
Ansiedade e falta de atenção.
Geralmente, os sintomas de depressão pós parto nos homens estão relacionados com o aumento de responsabilidades, relacionadas com fornecer uma boa vida ao bebê e dar suporte emocional à esposa. Assim, o homem com sintomas de depressão pós-parto também deve consultar um psicólogo ou psiquiatra para iniciar o tratamento adequado.

Infecção Urinaria

O que é Infecção urinária?

Sinônimos: infecção do trato urinário

A Infecção do Trato Urinário (ITU), conhecida popularmente como infecção urinária, é um quadro infeccioso que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é mais comum na parte inferior do trato urinário, do qual fazem parte a bexiga e a uretra. Pode ocorrer em homens ou mulheres. Fique atento aos sintomas.

Sintomas de Infecção urinária

Nem sempre uma pessoa com infecção urinária apresenta sintomas, mas quando surgem, os mais comuns são:

  • Ardência forte ao urinar
  • Forte necessidade de urinar, mesmo tendo acabado de voltar do banheiro
  • Urina escura
  • Urina acompanhada de sangue
  • Urina com cheiro muito forte
  • Dor pélvica
  • Dor no reto
  • Aumento da frequência de micções
  • Incontinência urinária.

Os sintomas variam de acordo com o tipo de infecção.

Prevenção

Algumas medidas podem prevenir infecções urinárias, sejam elas de que tipo forem. Confira:

  • Beba muito líquido, especialmente água
  • Limpe-se após urinar para evitar que bactérias se acumulem no local e entrem no trato urinário
  • Urine após relações sexuais para esvaziar a bexiga. Beba muita água para ajudar a diluir a urina também
  • Use absorventes externos em vez de internos, pois alguns médicos acreditam que isso aumente a probabilidade de infecções. Troque de absorvente cada vez que for ao banheiro
  • Não use ducha nem sprays ou pó para a higiene feminina. Como regra geral, não utilize nenhum produto que contenha perfumes na área genital
  • Evite usar calças muito apertadas
  • Use calcinha e meia calça de algodão e troque-as, pelo menos, uma vez por dia.

 

Procure um médico especialista ao perceber os sintoma.

Hanseníase

O que é a doença?

Também conhecida como lepra ou mal de Lázaro, a hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele e é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae. Associada a desigualdades sociais, afetando principalmente as regiões mais carentes do mundo, a doença é transmitida através das vias aéreas (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) de pacientes considerados bacilíferos, ou seja, sem tratamento. O paciente que está sendo tratado deixa de transmitir a doença, cujo período de incubação pode levar de três a cinco anos. A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade.
Hanseníase ao longo da história

A hanseníase é uma das enfermidades mais antigas do mundo. No século 6 a.C já havia relatos da doença. Supõe-se que a enfermidade surgiu no Oriente e, de lá, tenha atingido outras partes do mundo por tribos nômades ou navegadores. Os indivíduos que tinham hanseníase eram enviados aos leprosários ou excluídos da sociedade, pois a enfermidade era vinculada a símbolos negativos como pecado, castigo divino ou impureza, já que era confundida com doenças venéreas. Por medo do contágio da moléstia – para a qual não havia cura na época – os enfermos eram proibidos de entrar em igrejas e tinham que usar vestimentas especiais e carregar sinetas que alertassem sobre sua presença.

O microrganismo causador da hanseníase foi identificado somente em 1873, pelo norueguês Armauer Hansen, que deu origem ao nome da doença. Com essa descoberta, os mitos que envolviam a moléstia foram desaparecendo. No entanto, o preconceito existe até hoje, sendo uma das principais dificuldades que os pacientes enfrentam. Segundo profissionais de saúde, esse estigma ainda persiste em função da escassez na divulgação de informações acerca da doença e seus agravos.

Até a década de 1940 a hanseníase era tratada nos leprosários com óleo de chaulmoogra, medicamento fitoterápico natural da Índia, administrado através de injeções ou por via oral. Os pesquisadores só se deram conta de que o isolamento não era solução para o combate à doença no final dos anos 1940, graças aos avanços da indústria químico-farmacêutica e das pesquisas laboratoriais e ao uso da sulfona no tratamento dos enfermos. Na década de 1970, a poliquimioterapia passou a ser adotada no tratamento contra a doença e foi dado início ao movimento de combate ao preconceito e estigma que envolviam o termo “lepra”, que passou, então, a ser abolido oficialmente no país e substituído por “hanseníase”. Nos anos 1980 a preocupação com os pacientes que passaram décadas isolados levou à redefinição dos leprosários, que foram então transformados em hospitais gerais ou centros de pesquisa.
Sintomas e prevenção

Os principais sintomas da hanseníase são parestesias (dormências), dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; presença de lesões de pele (caroços e placas pelo corpo) com alteração da sensibilidade e áreas da pele com alteração da sensibilidade mesmo sem lesão aparente; e diminuição da força muscular.

A hanseníase não pode ser totalmente prevenida. Para suas formas mais disseminadas, é aplicada a vacina BCG, que é dada aos contatos mais próximos do paciente de forma a evitar que se infectem. Na suspeita da doença, é preciso procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita a evolução da enfermidade para as incapacidades e deformidades físicas que dela podem surgir.
Diagnóstico e tratamento

As lesões de pele provocadas pela hanseníase são bem características. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e epidemiológicos. Para confirmação da doença, é feita uma baciloscopia (exame que identifica os bacilos presentes na região) do raspado dérmico, além de um exame histopatológico (estudo dos tecidos do organismo ao microscópio) do material retirado da lesão.

Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. Para tratar o paciente, é feita uma associação de três antibióticos (rifampicina, dapsona e clofazimina) contra os bacilos, usados de forma padronizada. Existem dois tipos de tratamento: um com duração de seis meses, direcionado a pacientes paucibacilares (que estão infectados, mas não contaminam outras pessoas), e outro com duração de 12 meses, voltado a pacientes multibacilares, os quais, sem tratamento, eliminam os bacilos e podem infectar outros indivíduos. O paciente precisa ir ao centro de saúde mensalmente. Lá ele recebe uma dose da medicação, chamada dose supervisionada, e leva a cartela com as medicações padronizadas para fazer o tratamento em casa. As lesões de pele podem desaparecer logo no início, mas isso não quer dizer que o paciente esteja curado, daí a importância de se respeitar o tempo de tratamento e tomar a medicação corretamente. O paciente pode ser tratado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Panorama da doença no Brasil

O Brasil tem apresentado avanços no combate à hanseníase em diversos aspectos nos últimos anos. Levantamento recente do Ministério da Saúde mostrou redução de 61,4% no coeficiente de prevalência (pacientes em tratamento) entre 2001 e 2011, passando de 3,99 por 10 mil habitantes para 1,54. Além disso, durante o mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento cresceu de 3.895 unidades, em 2001, para 9.445, em 2011, apresentando aumento de 142%. Entre esses anos, o número de novos casos da doença diminuiu 25,9%, passando de 45.874 mil para 33.955 mil. A média nacional está próxima da meta estabelecida pelo Plano de Eliminação da Hanseníase (menos de um caso para cada grupo de 10 mil, até 2015), sendo de 1,54 casos por 10 mil habitantes.

O Ministério da Saúde vem implementando políticas públicas de combate à hanseníase nos últimos anos focando na detecção precoce da doença de forma a reduzir sua prevalência no país. Recentemente o órgão lançou uma campanha para a prevenção de hanseníase e verminoses entre 9,2 milhões de estudantes de 5 a 14 anos da rede pública em 800 municípios com maior incidência da doença. A iniciativa foi realizada em parceria com estados e municípios e contou com a participação de agentes comunitários de saúde e profissionais da Estratégia de Saúde da Família.

Em busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas que têm a doença, o Ministério da Saúde vai expandir o Programa Academia da Saúde com a construção de novos polos nas cidades onde se localizam as ex-colônias de hanseníase. A ideia é atender às comunidades com população egressa de hospitais que foram colônias de internação compulsória. Devem ser beneficiados 30 municípios do país. O Programa Academia da Saúde integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e apoia e financia a construção de espaços públicos voltados para a prática de atividades e orientação nutricional à população.

Ainda como estratégia de ação para a eliminação da doença, o governo vai ampliar a oferta de serviços de reabilitação e concessão de órteses e próteses à pessoa com hanseníase, estendendo o acesso dessa parcela da população aos Centros Especializados de Reabilitação (CER) e às Oficinas Ortopédicas. Também serão construídos ainda esse ano 45 novos centros e 19 oficinas em todo o país (fixa, itinerante ou fluvial). O Ministério da Saúde também vai investir R$ 1,6 milhão na aquisição de novos equipamentos para prevenção de incapacidades e procedimentos de reabilitação nos Centros de Prevenção de Incapacidade e Reabilitação dos estados prioritários, beneficiando 130 mil pessoas que vivem em antigos hospitais-colônia.
O papel da Fiocruz

A Fiocruz é pioneira na pesquisa básica e tratamento da hanseníase. Desde 1927, quando o cientista do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Heraclides César de Souza-Araújo criou o Laboratório de Leprologia, a instituição tem prestado atendimento a indivíduos infectados pela doença. O Laboratório de Hanseníase, como é chamado atualmente, está situado no campus de Manguinhos e é formado por uma unidade assistencial – o Ambulatório Souza Araújo – e por laboratórios de imunologia, bioquímica, histopatologia, baciloscopia e biologia molecular. As pesquisas nele desenvolvidas buscam colaborar com o Programa de Controle e Eliminação da Hanseníase do Ministério da Saúde, melhorar a qualidade de vida do portador de hanseníase e melhor compreender a fisiopatologia da doença. O laboratório ainda oferece estágios para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem e assistência social para toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ambulatório Souza Araújo é uma unidade assistencial do Ministério da Saúde de nível secundário que atende os pacientes encaminhados por unidades de saúde municipais, estaduais, federais e rede particular. Ainda atende demanda espontânea com suspeita de hanseníase nas suas diversas formas clínicas e realiza diagnóstico diferencial com outras dermatopatologias e neuropatias periféricas (dano no sistema nervoso periférico).  Também presta atendimento a pacientes referenciados com solicitação de parecer e conduta quanto ao manuseio de quadros reacionais hansênicos de difícil controle, eventos adversos aos medicamentos da multidrogaterapia e suspeita de recaída. Nos últimos 10 anos, dos 993 pacientes registrados no ambulatório, 8,6% são menores de 15 anos. Em média são oito crianças em tratamento por ano.

Um dos primeiros a adotar a poliquimioterapia como tratamento no Brasil ao final da década de 1980 conforme então recomendado pela Organização Mundial da Saúde, o ambulatório diagnostica aproximadamente 10% dos casos de hanseníase do Estado do Rio de Janeiro. Tem como objetivo principal a educação em saúde direcionada aos pacientes registrados, seus familiares e contatos próximos (os chamados comunicantes, os quais são mais vulneráveis à infecção), visando à prevenção, diagnóstico precoce e combate ao preconceito que envolve a doença. Também atua na prevenção de incapacidades físicas e conscientização dos pacientes de que podem e devem levar uma vida normal, sem medo de transmitir a doença, uma vez que, iniciado o tratamento, o contágio deixa de existir.

Você sabe o que é o teste ergométrico?

O que é teste ergométrico?

O teste ergométrico (também chamado teste de esforço) é um teste que mede a frequência, o ritmo cardíaco, a pressão arterial e outros parâmetros cardiológicos durante um esforço físico gradualmente crescente feito por caminhar ou correr numa esteira rolante ou numa bicicleta ergométrica.

Ao mesmo tempo, observam-se os sinais e sintomas que surgem durante e após o esforço. O teste deve ser acompanhado de um eletrocardiograma contínuo, gravado em computador, que registra o funcionamento do coração nas diversas etapas do exame. Assim, o teste serve para avaliação da capacidade cardiovascular quando o indivíduo é submetido a esforços e para ajudar no diagnóstico de algumas anomalias cardíacas.

Em que consiste o teste ergométrico?

O teste ergométrico deve ser feito em local apropriado, com equipamento adequado (roupas leves e tênis), contar com a presença de um profissional treinado e equipamentos básicos de primeiros socorros para a eventualidade rara de ocorrer alguma anormalidade durante o exame.

O passo inicial é estabelecer um protocolo de exame adequado para o paciente, levando em conta dados como a sua idade, peso corporal, estilo de vida e eventuais limitações físicas.

O preparo para o exame consiste em algumas medidas simples:

  • Após o banho no dia do exame, não utilizar creme, pomada ou gel que possa prejudicar a sensibilidade dos eletrodos que serão colocados para colher o eletrocardiograma.
  • Não fumar duas horas antes e uma hora após o exame.
  • Observar uma dieta leve uma hora antes do exame.
  • O profissional deve aconselhar a manutenção ou suspensão da medicação que o paciente esteja usando.
  • Se o paciente tiver muitos pelos no tórax deve depilar-se para a melhor efetividade dos eletrodos.

Após o teste, o paciente deve evitar expor o tórax desprotegido ao sol nas 72 horas que se seguem ao exame, pois pode surgir irritação da pele, devido ao uso de gel no local da colocação dos eletrodos.

Dez eletrodos são colocados no tórax do paciente para que seja registrado o eletrocardiograma durante o exame. A seguir, o paciente é colocado numa esteira rolante ou numa bicicleta ergométrica, iniciando o exercício de andar, correr ou pedalar, seguindo o protocolo de exame escolhido pelo profissional.

Os movimentos devem começar lentamente e serem aumentados aos poucos até atingir seu máximo programado, sendo desacelerados aos poucos. Os parâmetros cardiológicos clínicos devem ser tomados a intervalos regulares.

O exame deverá ser interrompido caso o paciente apresente grande cansaço, alterações do ritmo cardíaco ou sintomas de anormalidades cardiovasculares. Um eletrocardiograma e a medida da pressão arterial devem ser tomados antes do exame, bem como na fase de recuperação, cinco a seis minutos depois de encerrados os exercícios.

A sensibilidade e a especificidade do exame situam-se entre 70 e 80%, podendo, em um pequeno número de casos, apresentar resultado “falso-positivo” ou “falso-negativo”. A avaliação do exame leva em conta a presença de sintomas, os níveis de pressão arterial, a frequência cardíaca, a capacidade física e o ritmo cardíaco.

Por que fazer o teste ergométrico?

teste ergométrico indicado para pacientes com mais de 30 anos
Teste ergométrico em esteira

Por meio do teste ergométrico é possível diagnosticar várias anormalidades, como doença arterial coronariana e alterações da capacidade funcional respiratória, além de detectar eventuais arritmias, anormalidades da pressão arterial e isquemia miocárdica.

Ele pode, também, avaliar os eventuais sintomas que podem acompanhar o surgimento de sopros, sinais de falência ventricular esquerda e fazer a avaliação funcional de doença cardíaca já conhecida, bem como orientar a prescrição de exercícios físicos em pessoas doentes ou sadias.

Quem deve fazer o teste ergométrico?

O teste ergométrico deve ser feito por pacientes em que se suspeita terem alguma alteração em sua capacidade cardiorrespiratória ou no funcionamento cardíaco durante o exercício e por atletas ou pessoas que desejem avaliar seu condicionamento físico.

O teste ergométrico pode ser associado a outros exames que completem o diagnóstico, como a cintilografia cardíaca de esforço, o ecocardiograma de estresse e a espirometria.

Assim, o exame deve ser feito para avaliação de pessoas com doença arterial coronariana, após infarto do miocárdio, por pessoas que desejem iniciar um exercício físico vigoroso, avaliar a condição clínica em algumas pessoas com doenças das válvulas cardíacas, avaliar a condição de pacientes que foram ou serão submetidos a uma angioplastia ou ponte de safena, avaliar pacientes com arritmias ou que usem um marcapasso artificial, etc.

Quem não deve fazer o teste ergométrico?

O teste ergométrico não deve ser feito pelos portadores de doença arterial coronária instável conhecida ou que apresentem obstrução da artéria coronária esquerda ou equivalente, arritmias não controladas, miocardites ou pericarditesagudas, estenose aórtica, hipertensão arterial grave, embolia pulmonar e intoxicação medicamentosa, porque essas condições aumentam muito o risco de complicações.Manual de ECG para o médico do trabalho

Como se trata de um esforço muito grande, também não deve ser feito por grávidas. Nestes casos o exame pode ser substituído por uma cintilografia miocárdica ou um Holter de 24 horas.

Quanto tempo dura o teste ergométrico?

A duração do exame é de aproximadamente quinze a trinta minutos, mas deve ser interrompido sempre que aparecerem sinais e/ou sintomas especialmente graves.

Quais são as complicações possíveis do teste ergométrico?

Em geral, o teste ergométrico é um exame seguro. O risco de complicações graves é muito baixo, menor do que 1 para cada 20.000 exames. Como complicações simples e passageiras o paciente pode apresentar tonteira e dispneia, mas mesmo isso não é comum. Como complicações mais graves, excepcionais, podem ter parada cardíaca durante o exame.

10 cuidados com o bebê no verão que você não pode deixar de ter

 

Estamos no auge do verão – e como tem feito calor! Se os adultos estão sentindo as altas temperaturas, imagine então as crianças! Nessa época do ano, todo o cuidado com os pequenos é pouco – a pele deles desidrata mais rapidamente do que a de um adulto, surgem frequentemente bolinhas pelo corpo (as famosas brotoejas) e, se não colocarmos atenção, facilmente desenvolvem vermelhidões na pele por uma exposição solar excessiva.

Além disso, muitas famílias viajam no verão – por isso o bebê fica exposto a diferentes condições encontradas na praia e em outros destinos.  Surgem dúvidas em relação à sua alimentação: melhor levar tudo de casa ou dá para comprar na viagem? O pequeno pode entrar no mar ou não? A seguir eu selecionei 10 dúvidas frequentes das mães que acompanham o blog – praticamente um mini guia de cuidados com os bebês no verão. Vem dar uma espiadinha!

Em casa: 

1) Vista o filhote com roupas leves, de preferência 100% algodão (que é um tecido respirável). Os sintéticos devem ser evitados – frequentemente causam vermelhidão e brotoejas no bebê.

2) Não se esqueça de que bebês também sentem calor. Como dizia minha mãe, vale a seguinte regra: se você está com regata, use no pequeno uma camiseta de manga curta. Se você está com manga curta, coloque no bebezinho uma de meia manga. Se você está com meia manga, vista-o com manga comprida. E se estiver com manga comprida, é hora de colocar um casaco no filhote.

3) Hidrate, sempre. Muitas vezes, na rotina diária, é comum esquecermos de oferecer líquido (água, sucos e chás) aos bebês de mais de 6 meses. É tão importante fazer isso em casa quanto na praia, para que o bebê não desidrate. Lábios ressecados, urina em pouca quantidade e falta de elasticidade da pele são sinais de desidratação – leve-o ao médico!

4) Deixe o bebê brincar na água, mas cuidado redobrado com acidentes. Para refrescar o filhote que já consegue sentar, você pode colocá-lo brincando em uma banheira, bacia ou boia. Mas não se afaste, mesmo que por segundos: lembre-se de que o perigo de afogamento é real.

 Na praia:

5) Filtro solar e chapéu são essenciais, mesmo nos horários de menor radiação solar.Lembre-se de que até os 6 meses de idade não se recomenda o uso de filtro para o bebê – nessa fase é fundamental que ele seja exposto ao sol apenas no início da manhã ou no fim da tarde (e mesmo assim, por curtos períodos de tempo). Mesmo para os maiores, prefira expô-los somente até 10 horas da manhã ou após às 16h (com filtro, que deve ser aplicado meia horas antes de ir ao sol e reaplicado a cada 2 horas, ou sempre que ele se molhar). Quando o sol estiver muito forte, considere expor o pequeno somente após às 17h.

6) Para os menores, melhor não haver contato direto com a areia, para evitar infecções. Estenda uma toalha ou uma canga, e deixe o filhote brincando ali (bebês pequenos em geral não gostam do contato com a areia, então será fácil mantê-lo no local. E fique atenta, para que não coloquem areia na boca). Quando crescem, andam com firmeza e se tornam exploradores, é sinal de que já é possível liberar o contato com a areia de praias limpas. A presença de cães, pombos e outros animais é um sinal de alerta – eles podem ser vetores de micro-organismos causadores de doenças.

7) Só dê a comida da praia se conhecer sua procedência. Prefira alimentos naturais, como milho cozido (sem sal) e sucos (desde que você saiba de onde vem a água com que ele é feito. Se não souber, recuse-o!). Não ofereça em hipótese alguma frutos do mar – eles estragam com facilidade e podem causar intoxicação alimentar no bebê. Até 1 ano, evite picolés e até mesmo a água de coco – prefira levar água de casa e oferecê-la a cada meia hora (não espere o bebê pedir, pois a desidratação ocorre com facilidade). Leve também frutas, principalmente aquelas com alto teor de água, como a melancia, o melão e a pera.

8) Banhos de mar só a partir dos 6 meses. E mesmo assim, conhecendo a qualidade da água da praia (lembre-se de que muitas praias se tornam impróprias durante a temporada de verão). Mas é provável que o pequeno passe a curtir a água do mar apenas aos 2 ou 3 anos – até lá, as ondas e a temperatura fria podem incomodar.

9) Cuidado com a conjuntivite. A areia, o sal do mar (e o cloro da piscina) podem causá-la. Se os olhos do filhote ficarem vermelhos, inchados e apresentarem secreção, lave com água fervida/filtrada fria e procure um médico.

10) Óculos de sol, só de boa qualidade. Proteger os olhinhos dos pequenos é uma boa ideia – desde que a lente tenha proteção contra raios UVA e UVB. Se não conhecer a qualidade, melhor não utilizá-los.

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