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Cuidados para os homens: conheça as principais doenças que atingem os homens e as formas de prevenção.

Dando continuidade ao Novembro Azul, vamos falar também das principais doenças que acometem o público masculino.

Dados do Ministério da Saúde mostram que os homens brasileiros vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres). A preocupação do público masculino com a saúde até melhorou nos últimos anos, porém as idas ao médico não são regulares.

Não existe uma cultura de consultas periódicas preventivas, principalmente durante a juventude. Também existe a questão do medo de descobrir alguma doença. Ainda ouvimos muito aquele ditado “quem procura, acha”.

Outro fator que preocupa os especialistas é a vergonha que o homem sente de contar ao médico sobre os problemas que enfrenta, e o temido teste do toque.

Os homens não recebem esta orientação. Quando os adolescentes vão ao urologista, normalmente é por causa de uma doença sexualmente transmissível.

Uma das vantagens de se consultar com o urologista quando jovem é aprender, por exemplo, a fazer o autoexame testicular, aponta Maurício.

O diagnóstico precoce das doenças aumenta sempre as chances de cura, inclusive do câncer da próstata.

As principais doenças que atingem os homens

Entre as doenças que mais matam homens no Brasil e no mundo estão:

  • Problemas cardíacos como: o infarto, o Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como AVC, arritmias, entre outros;
  • Obesidade e diabete;
  • Câncer de próstata;
  • Cirrose e outros problemas com o fígado;

Fatores de risco

Fora as pré-disposições genéticas, essas doenças possuem causas em comum. Elas são decorrentes de maus hábitos como:

  • Alto consumo de gordura e açúcares,
  • Baixo consumo de frutas e legumes,
  • Tabagismo,
  • Consumo de álcool,
  • Falta de exercícios,

Todas essas práticas contribuem para o aparecimento e dificuldade nos tratamentos de males que ameaçam a saúde.

Para reverter esse quadro basta fazer algumas mudanças no seu estilo de vida, como por exemplo, cortar vícios ruins, cuidar mais da alimentação, praticar exercícios físicos e realizar as consultas e exames periódicos com o seu médico.

LEMBRE-SE SEMPRE: o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura de qualquer doença!

Novembro Azul: Saiba mais sobre o Câncer de Próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres.

Estimativas do ano de 2012 de mais de 60.000 novos caso de câncer de próstata, com uma das taxas de incidência por 62,5 casos novos a cada 100 mil habitantes. (Fonte INCA)

SINAIS E SINTOMAS

No início o câncer de próstata não apresenta sintomas. Por isso a necessidade dos exames preventivos. Os sintomas podem ser confundido com outros sintomas de outras doenças da próstata, como a HIPERPLASIA PROSTÁTICA e a PROSTATITE. Somente através de exames é possivel detectar a doença e tratá-la.

O sintoma mais comun é a dificuldade para urinar, já que o câncer começa a obstruir a uretra. Outros sintomas que pode estar relacionado ao câncer de próstata: dor e sangramento ao urinar, diminuiçao da força do jato urinário, aumento de micções noturnas, retenção urinária, infeção urinária, dores na coluna, fêmur, bacia.

Além disso, alguns sintomas são semelhantes aos apresentados em tumores benignos ou mesmo em caso de problemas no aparelho urinário. Daí a importância da consulta a um urologista, mesmo que o homen não tenha casos de câncer de próstata na família.

 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico precoce é ainda uma das melhores formas de se atingir bons resultados no tratamento do câncer de próstata e até mesmo a cura.

TOQUE RETAL

O exame de toque retal é realizado no próprio consultório do urologista. Simples, rápido, é ele que pode detectar os primeiros sinais de problemas com a próstata.

PSA

O PSA é um exame de sangue que detecta os níveis de antígeno postático específico no organismo dos homens. O seu valor normal varia com a idade do paciente e o tamanho da próstata. Atualmente se considera normal ate 2,5ng/ml para os pacientes em torno dos 50 anos e de 4,0ng/ml para os pacinetes em torno de 60 anos.

Como o PSA é específico da próstata, o fato de seu nível estar aumentado não qeur dizer qeu seja necessariamente câncer de próstata.

BIÓPSIA DE PRÓSTATA

Na biópsia de próstata é retirado uma pequena quantidade de tecido prostático para ser analisado por um médico patologista. E a Biósia de próstata pode estar indicada a elevação persistente do PSA ou alterções de consistência (nódulos) no toque retal.

FATORES DE RISCO

As ocorrências de câncer de próstata aumentam com a idade. Mas um dos fatores mais importantes e a questão da hereditariedade. Quem possui casos de câncer de próstata na família, tem mais chances de desenvolver a doença.

 

TRATAMENTO

O tratamento do câncer de próstata, leva em consideração o tamanho do tumor, o tipo de tumor, a velocidade de crescimento, a extenção e localizaçao do tumor, bem como a idade do paciente, as condições de saúde do paciente. O tratamento pode varias desde a observação vigilante, como a cirurgia, radioterapia, hormônio terapia ou até mesmo em alguns caso a quimioterapia. Esses tratamentos de forma isolada ou combinadas.

 

CIRURGIA

  1. CONVENCIONAL:

A cirurgia convencional para o câncer de próstata consiste na remoção de toda a próstata e vesiculas seminais. Ainda é o tratamento padrão para o tratamento do câncer de próstata.

A cirurgia gerlamente é realizada através de uma incisão (corte) na região infraumbelical, onde se consegue acessar a próstata, removendo ela completamente. A cirurgia pode ter como complicaçaoes sangramentos, infecção as mais frequentes, e as sequelas da cirurgia podem ser a impotência sexual e a incontinencai urinária, qeu pode variar de incidêncao conforme estadio da doença, idade do paicnete e co-morbidades, doenças pré- existentes no paciente.

 

  1. LAPAROSCÓPICA (VÍDEO)

A cirurgia laparoscopia ou por vídeo, consiste em reazliar a cirurgia sem a incisao, sem o corte abaixo do umbico, são realizados de 4 a cinco pequenas incisões de 2cm por onde são posicionados os trocartes e pinçar para a realizaçao da cirurgia.

A cirurgia pela técnica Laparoscópica não tem se mostrado superior a técnica convencional e os custos são muito superiores a convencional, e isso tem tornado a técnica em desuso em alguns paises.

 

  1. ROBÓTICA

A cirurgia robótica é a tecnica qeu emprega o suo do Robo cirurgião para auxiliar a cirurgia, mas é excecutada pelo médico cirurgião, ele só obecece aos movimentos realizado pelo médico. É semelhante a cirurgia laparoscopica em termos de incisão, onde são feitas pequenas incisões para o posicionamento das pinças para a realização da cirurgia. Tem se mostrado uma técnica promissora e qeu cada vez esta sendo mais realizada pelos médicos, principalmente nos países desenvolvidos, pois o custo do equipamento ainda é caro para a realidade brasileira. No Brasil dispomos de alguns centros médicos, localizados em Sao Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre,  qeu possuem o equipamento para a reazliação da cirurgica Robótica.

 

Dr. Clodoaldo Oliveira da Silva CRM/SC 7.678 RQE 16.530

Vamos conversar sobre anticoncepção de longa duração?

Hoje será sobre um método de longa duração, que te livra do esquecimento durante a correria do dia-dia, das cólicas, do fluxo menstrual intenso, permitindo uma proteção continua por até 3 anos.
É um implante subdérmico, de baixa dosagem com apenas um hormônio, o etonogestrel, inserido com anestesia local logo abaixo da pele na parte interna do braço, com 4 cm de comprimento, um procedimento praticamente indolor, realizado em poucos minutos no consultório por um ginecologista treinado.
Indicado nas varias fases da vida da mulher.
Venha fazer uma consulta e tirar suas dúvidas sobre o método e suas indicações.

Ginecologista: Dra. Denice Marina Dalmaso: CRM/SC 15541 – RQE 24936

Toxina Botulínica para homens e resultados esperados

Tratamento para eles!

De repente percebe que o tempo está passando e quando olha para o espelho e vê rugas aparecendo no rosto, sejam na testa, olhos e boca. O que fazer?

Os cuidados com a aparência há muito tempo deixou de ser prática exclusiva de mulheres e já fazem parte do dia a dia de

muitos homens. Para boa parte dos homens modernos cuidar da aparência é um ritual diário importante para melhorar a autoestima e a apresentação pessoal.

PORQUE O USAR

A toxina botulínica é um medicamento que traz resultados praticamente imediatos e com boa duração. O homem pensa de

forma objetiva e procura sempre a solução para um determinado problema, e a aplicação para Homens tem sido a solução encontrada para o problema das rugas e
envelhecimento.

A toxina botulínica é comprovadamente eficaz
nos seguintes casos:

-Rugas da testa
-Rugas entre as sobrancelhas
-Pés-de-galinha (linhas em volta dos olhos)

VOCÊ SABIA QUE O A TOXINA BOTULÍNICA TAMBÉM SERVE PARA CONTROLAR A HIPERIDROSE EXCESSIVA (suor em excesso)?

Se costuma ter transpiração exagera: mãos úmidas, meias molhadas ou se transpira em excesso nas axilas antes de uma reunião. A aplicação desta neurotoxina bloqueia os sinais químicas que estimulam as glândulas sudoríparas, reduzindo a sua atividade. Sem dor ou qualquer risco, pode ser aplicado a cada 8 a 12 meses, nas mão, axilas ou noutra parte do corpo. Resultado: Elimina quase na totalidade a produção de suor.

Diretor Técnico Médico:

Dr. Clício J. Dezorzi CRM/SC 11.211

CRM/SC JURÍDICO 5.106

O que é a Microfisioterapia?

Traumas, perdas, frustrações, estresse, baixa autoestima e submissão.

Muitas são as situações que geram emoções fortes que podem desequilibrar o nosso organismo. Uma dor de cabeça frequente não é só uma dor na cabeça, uma fobia não é só o medo excessivo, uma inflamação recorrente não está só naquele ponto em que se manifesta. Nosso corpo é interligado e tudo precisa estar na mesma sintonia para a saúde plena.

Quando um trauma acontece, seja emocional, toxicológico ou físico, ele provoca uma mudança em nível celular. Podemos superá-lo sem marcas como a situação pode deixar cicatrizes, sinais que vão continuar afetando o organismo sem que tomemos ciência disto. Os sintomas dão o alerta de que algo não está bem. Quando eles se tornam crônicos, como dores e doenças que não curam, fica ainda mais evidente que há um porquê por traz de tudo isso.

O trabalho da microfisioterapia é justamente encontrar esses porquês e, a partir da origem primária de um sintoma, auxiliar o corpo a trabalhar na busca do equilíbrio e da vitalidade. Isso é feito por meio de micropalpações, é por meio delas que o terapeuta encontra pontos onde houve perda do ritmo vital na célula. E é também por meio desses pontos que ele identifica o tipo de trauma ocorrido e, seguindo o princípio da autorregulação, semelhante à acupuntura, busca a autocorreção do organismo.

Cicatrizes patológicas podem prejudicar toda uma vida, é fundamental tratá-las para viver com saúde integral.

Dra. Ana Cristina Emygdio
Fisioterapeuta Crefito 55.721 F

Hanseníase

O que é a doença?

Também conhecida como lepra ou mal de Lázaro, a hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele e é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae. Associada a desigualdades sociais, afetando principalmente as regiões mais carentes do mundo, a doença é transmitida através das vias aéreas (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) de pacientes considerados bacilíferos, ou seja, sem tratamento. O paciente que está sendo tratado deixa de transmitir a doença, cujo período de incubação pode levar de três a cinco anos. A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade.
Hanseníase ao longo da história

A hanseníase é uma das enfermidades mais antigas do mundo. No século 6 a.C já havia relatos da doença. Supõe-se que a enfermidade surgiu no Oriente e, de lá, tenha atingido outras partes do mundo por tribos nômades ou navegadores. Os indivíduos que tinham hanseníase eram enviados aos leprosários ou excluídos da sociedade, pois a enfermidade era vinculada a símbolos negativos como pecado, castigo divino ou impureza, já que era confundida com doenças venéreas. Por medo do contágio da moléstia – para a qual não havia cura na época – os enfermos eram proibidos de entrar em igrejas e tinham que usar vestimentas especiais e carregar sinetas que alertassem sobre sua presença.

O microrganismo causador da hanseníase foi identificado somente em 1873, pelo norueguês Armauer Hansen, que deu origem ao nome da doença. Com essa descoberta, os mitos que envolviam a moléstia foram desaparecendo. No entanto, o preconceito existe até hoje, sendo uma das principais dificuldades que os pacientes enfrentam. Segundo profissionais de saúde, esse estigma ainda persiste em função da escassez na divulgação de informações acerca da doença e seus agravos.

Até a década de 1940 a hanseníase era tratada nos leprosários com óleo de chaulmoogra, medicamento fitoterápico natural da Índia, administrado através de injeções ou por via oral. Os pesquisadores só se deram conta de que o isolamento não era solução para o combate à doença no final dos anos 1940, graças aos avanços da indústria químico-farmacêutica e das pesquisas laboratoriais e ao uso da sulfona no tratamento dos enfermos. Na década de 1970, a poliquimioterapia passou a ser adotada no tratamento contra a doença e foi dado início ao movimento de combate ao preconceito e estigma que envolviam o termo “lepra”, que passou, então, a ser abolido oficialmente no país e substituído por “hanseníase”. Nos anos 1980 a preocupação com os pacientes que passaram décadas isolados levou à redefinição dos leprosários, que foram então transformados em hospitais gerais ou centros de pesquisa.
Sintomas e prevenção

Os principais sintomas da hanseníase são parestesias (dormências), dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; presença de lesões de pele (caroços e placas pelo corpo) com alteração da sensibilidade e áreas da pele com alteração da sensibilidade mesmo sem lesão aparente; e diminuição da força muscular.

A hanseníase não pode ser totalmente prevenida. Para suas formas mais disseminadas, é aplicada a vacina BCG, que é dada aos contatos mais próximos do paciente de forma a evitar que se infectem. Na suspeita da doença, é preciso procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita a evolução da enfermidade para as incapacidades e deformidades físicas que dela podem surgir.
Diagnóstico e tratamento

As lesões de pele provocadas pela hanseníase são bem características. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e epidemiológicos. Para confirmação da doença, é feita uma baciloscopia (exame que identifica os bacilos presentes na região) do raspado dérmico, além de um exame histopatológico (estudo dos tecidos do organismo ao microscópio) do material retirado da lesão.

Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. Para tratar o paciente, é feita uma associação de três antibióticos (rifampicina, dapsona e clofazimina) contra os bacilos, usados de forma padronizada. Existem dois tipos de tratamento: um com duração de seis meses, direcionado a pacientes paucibacilares (que estão infectados, mas não contaminam outras pessoas), e outro com duração de 12 meses, voltado a pacientes multibacilares, os quais, sem tratamento, eliminam os bacilos e podem infectar outros indivíduos. O paciente precisa ir ao centro de saúde mensalmente. Lá ele recebe uma dose da medicação, chamada dose supervisionada, e leva a cartela com as medicações padronizadas para fazer o tratamento em casa. As lesões de pele podem desaparecer logo no início, mas isso não quer dizer que o paciente esteja curado, daí a importância de se respeitar o tempo de tratamento e tomar a medicação corretamente. O paciente pode ser tratado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Panorama da doença no Brasil

O Brasil tem apresentado avanços no combate à hanseníase em diversos aspectos nos últimos anos. Levantamento recente do Ministério da Saúde mostrou redução de 61,4% no coeficiente de prevalência (pacientes em tratamento) entre 2001 e 2011, passando de 3,99 por 10 mil habitantes para 1,54. Além disso, durante o mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento cresceu de 3.895 unidades, em 2001, para 9.445, em 2011, apresentando aumento de 142%. Entre esses anos, o número de novos casos da doença diminuiu 25,9%, passando de 45.874 mil para 33.955 mil. A média nacional está próxima da meta estabelecida pelo Plano de Eliminação da Hanseníase (menos de um caso para cada grupo de 10 mil, até 2015), sendo de 1,54 casos por 10 mil habitantes.

O Ministério da Saúde vem implementando políticas públicas de combate à hanseníase nos últimos anos focando na detecção precoce da doença de forma a reduzir sua prevalência no país. Recentemente o órgão lançou uma campanha para a prevenção de hanseníase e verminoses entre 9,2 milhões de estudantes de 5 a 14 anos da rede pública em 800 municípios com maior incidência da doença. A iniciativa foi realizada em parceria com estados e municípios e contou com a participação de agentes comunitários de saúde e profissionais da Estratégia de Saúde da Família.

Em busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas que têm a doença, o Ministério da Saúde vai expandir o Programa Academia da Saúde com a construção de novos polos nas cidades onde se localizam as ex-colônias de hanseníase. A ideia é atender às comunidades com população egressa de hospitais que foram colônias de internação compulsória. Devem ser beneficiados 30 municípios do país. O Programa Academia da Saúde integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e apoia e financia a construção de espaços públicos voltados para a prática de atividades e orientação nutricional à população.

Ainda como estratégia de ação para a eliminação da doença, o governo vai ampliar a oferta de serviços de reabilitação e concessão de órteses e próteses à pessoa com hanseníase, estendendo o acesso dessa parcela da população aos Centros Especializados de Reabilitação (CER) e às Oficinas Ortopédicas. Também serão construídos ainda esse ano 45 novos centros e 19 oficinas em todo o país (fixa, itinerante ou fluvial). O Ministério da Saúde também vai investir R$ 1,6 milhão na aquisição de novos equipamentos para prevenção de incapacidades e procedimentos de reabilitação nos Centros de Prevenção de Incapacidade e Reabilitação dos estados prioritários, beneficiando 130 mil pessoas que vivem em antigos hospitais-colônia.
O papel da Fiocruz

A Fiocruz é pioneira na pesquisa básica e tratamento da hanseníase. Desde 1927, quando o cientista do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Heraclides César de Souza-Araújo criou o Laboratório de Leprologia, a instituição tem prestado atendimento a indivíduos infectados pela doença. O Laboratório de Hanseníase, como é chamado atualmente, está situado no campus de Manguinhos e é formado por uma unidade assistencial – o Ambulatório Souza Araújo – e por laboratórios de imunologia, bioquímica, histopatologia, baciloscopia e biologia molecular. As pesquisas nele desenvolvidas buscam colaborar com o Programa de Controle e Eliminação da Hanseníase do Ministério da Saúde, melhorar a qualidade de vida do portador de hanseníase e melhor compreender a fisiopatologia da doença. O laboratório ainda oferece estágios para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem e assistência social para toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ambulatório Souza Araújo é uma unidade assistencial do Ministério da Saúde de nível secundário que atende os pacientes encaminhados por unidades de saúde municipais, estaduais, federais e rede particular. Ainda atende demanda espontânea com suspeita de hanseníase nas suas diversas formas clínicas e realiza diagnóstico diferencial com outras dermatopatologias e neuropatias periféricas (dano no sistema nervoso periférico).  Também presta atendimento a pacientes referenciados com solicitação de parecer e conduta quanto ao manuseio de quadros reacionais hansênicos de difícil controle, eventos adversos aos medicamentos da multidrogaterapia e suspeita de recaída. Nos últimos 10 anos, dos 993 pacientes registrados no ambulatório, 8,6% são menores de 15 anos. Em média são oito crianças em tratamento por ano.

Um dos primeiros a adotar a poliquimioterapia como tratamento no Brasil ao final da década de 1980 conforme então recomendado pela Organização Mundial da Saúde, o ambulatório diagnostica aproximadamente 10% dos casos de hanseníase do Estado do Rio de Janeiro. Tem como objetivo principal a educação em saúde direcionada aos pacientes registrados, seus familiares e contatos próximos (os chamados comunicantes, os quais são mais vulneráveis à infecção), visando à prevenção, diagnóstico precoce e combate ao preconceito que envolve a doença. Também atua na prevenção de incapacidades físicas e conscientização dos pacientes de que podem e devem levar uma vida normal, sem medo de transmitir a doença, uma vez que, iniciado o tratamento, o contágio deixa de existir.

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